Novembro 30 2009

 

À quem diga que sou excêntrica, e até posso ser um pouco.
Contudo, sinto-me especial, porque tenho um grande coração.
Por isso, resolvi criar um bolo a que chamei esperança. Bolo esse capaz de dar paz, amor, alegria, calor humano e afecto a quem o comer.
Juntei então: Amor q.b.; Alegria q.b.; Afecto q.b.; pitadas de carinho; colheres de felicidade e calor humano q.b..
Misturei todos os ingredientes numa grande bacia, amassei-os com ternura e coloquei-os no forno da esperança.
Cozeu, cresceu e por fim retirei-o da forma com o coração totalmente aberto.
Finalmente, esta pronto a ser partilhado.
Primeiramente, chamei as crianças do mundo, que em euforia vieram para junto de mim, cada uma comeu um pedaço e os seus olhitos puros começaram a brilhar, o amor instalou-se, transbordavam alegria, distribuíam afecto e carinho por todos, sentia-se uma grande chama de calor humano e a felicidade instalou-se.
Seguidamente, chamei os homens e mulheres, e reparti com eles o meu doce bolo. Começaram a comer e uns momentos depois, o ódio dissipou-se e o amor começava a brotar, a tristeza deu lugar à alegria, a indiferença transformou-se em afecto e carinho, quanto à chama de calor humano que foi avistada nas crianças cresceu até ao infinito e a felicidade era o único som que se ouvia no ar.
Depois de todos saciados, o mundo tornou-se melhor, as guerras acabaram, a inveja se desvaneceu até que desapareceu.
A ganância deu lugar à generosidade e à partilha.
O orgulho e o ódio foram extintos.
E a mentira, morreu sufocada pela humildade e sinceridade.
Em suma, dizem que sou excêntrica e até posso sê-lo, mas sempre com esperança.
 
Por: Patrícia Filipe Calisto

                                                          Em: 13 de Novembro de 2009

publicado por lado-negro às 11:57
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